Expedição Lagos Andinos - Dezembro 2007 a Janeiro de 2008

   Expedição realizada pelos Lagos do Andes, pos países Argentina e Chile.

 

Equipes participantes:

   Salada Mista: Mauricio, Ana Maria, Ana Paula e Maria Carolina.
   Sexy Boys: Idalécio, Guilherme e Leonardo.
   Condorito: Guillermo, Doris, Douglas, Leticia e Mila.
 

Veja as Fotos

 

Diário de Bordo da equipe Salada Mista

   Saímos de Joinville no dia 26 às 5:30 da manhã, onde o nosso companheiro de aventuras Zago esteve presente para nos desejar boa viagem, com a promessa de nos encontrar em Buenos Aires.
   Iniciamos a viagem pela rodovia do arroz, seguindo por Massaranduba até Blumenau, seguindo pela BR 470 que estava com um movimento muito grande, depois fomos pela BR 116 até Lages, seguindo rumo Sul a Vacaria e depois rumo Oeste a Passo Fundo. 100 quilômetros depois de Passo Fundo, encontramos um ferro velho de viaturas militares, tudo exposto e bem organizado, num terreno a beira da rodovia, lamentavelmente estava fechado, mas marcamos o ponto no GPS para uma futura expedição. Chegamos a São Borja aproximadamente as 18:30, nos instalamos no hotel e fomos conhecer a cidade dos Presidentes Getúlio Vargas e de João Goulart e também de Leonel Brizolla. Apesar de terem gente tão importante nascida aqui, a cidade não tem grandes atrativos, o único que achamos foi o antigo Porto no rio Uruguai, que foi transformado em alameda gastronômica, onde comemos uma saborosa Piava frita.
   No dia 27 saímos do hotel às 6:30 da manhã, atravessamos a Ponte da Integração e paramos para fazer a papelada da saída do Brasil e entrada na Argentina, onde descobrimos que "os de menor" da equipe Sexy Boys – Idalecio & Cia., precisariam de autorização por escrito da mãe deles para sair do país. A autorização chegou por fax à Policia Federal e só conseguimos sair de viagem às 12:00h. As estradas do lado Argentino são muito boas, seguimos rumo sul até Passo de Los Libres e depois rumo oeste por estradas quase desertas com retas de mais de 100 quilometro e grande produção agrícola, principalmente de soja e de girassol. Aproximadamente às 17:00h chegamos a cidade de Paraná, onde atravessamos o famoso Túnel Subfluvial Ernandárias, que atravessa o rio Paraná, fazendo a ligação da cidade de Paraná e Santa Fé. O interessante é que desde a nossa saída de São Borja, a altitude registrada no GPS ficou por volta de 95 metros, e, ao passar pelo túnel, registramos 22 metros abaixo do nível do mar. Chegamos a San Francisco às 20:00h, onde jantamos um delicioso “bife de chorizo y parillada“.
   Dia 28 saimos de San Francisco as 8:30h, em uma estrada com bastante movimento de caminhões e máquinas agrícolas. Novamente ficamos impressionados com a agricultura em grande escala. Passamos pelas cidades de Rio Cuarto e San Luis, onde a paisagem mudou totalmente e andamos nuuma estrada quase deserta e com grandes retas. Chegamos a verificar que uma delas tinha 108.5 km. 50 km antes de chegar a San Rafael a paisagem muda novamente. Avistamos as primeiras montanhas e a estrada tem uma subida leve com algumas curvas e cercada de grandes árvores. Chegamos a San Rafael as 19:00h e saímos para dar uma volta a pé nos bares e cafés da avenida Hipolito Irigoyen. Comemos uma deliciosa pasta caseira regada a uma cerveja Quilmes. San Rafael é uma cidade muito bonita e o centro de vários pontos de turismo e aventura. Tem aproximadamente 180 mil habitantes e a principal atividade é o cultivo de frutas, azeitonas, a industría alimentícia e de vinhos, que são de ótima qualidade.
   No dia 29 saímos de San Rafael as 8:00h e a estrada foi bem diferente. Passamos entre plantações de frutas, azeitonas e vinícolas. Após uns 50 quilômetros começou uma subida forte e chegamos a 1.535 metros de altitude. Avistamos os primeiros picos nevados da ´´Cordillera de Los Andes``. As 9:30h da manhã encontramos a famosa ´´ruta 40`` que liga os extremos Norte e Sul da Argentina. As paisagens são maravilhosas, e da estrada pudemos ver poços de petróleo. Na cidade de Malargue acaba o asfalto e continuamos por uma estrada de terra, com curvas fechadas e a paisagem que lembra a da nossa expedição Uyuni. Paramos ao cruzar a ponte sobre o Rio Grande. É um lugar muito bonito, a ponte não é muito longa, mas está sobre um “Canion” bastante profundo e rodeado de rochas vulcânicas pretas, o que torna a paisagem linda. Almoçamos em Chao Malao, e o dono do restaurante nos aconselhou a ir até a cidade de Las Lajas, e depois seguir rumo oeste, valeu a pena, pois as estradas de terra contornavam vários lagos. Passamos na Villa Pehuenia, que está as margens do Lago Aluminé, é uma pequena vila com muitas hospedarias, mas não encontramos lugar para passar a noite, pois havia muitos turistas, então decidimos continuar a viagem por estradas sinuosas, e chegamos ao Lago Moqueue, onde dormimos na “Hosteria La Bella Adormecida”. A estrada, toda de terra, fica entre o Lago e os nevados da Cordilheira dos Andes., rodeados de grandes pinheiros. A pousada era uma antiga casa de madeira com 3 pavimentos, adaptada para receber hóspedes, e como o gerador de energia desligava a meia noite, tivemos que dormir mais cedo, após um jantar de pizza e “empanadas fritas”. Foi o primeiro dia que pegamos uma temperatura baixa, ao redor de 10 graus e ventos muito fortes.
   No dia 30, saímos da pousada por volta das 9h e novamente por estradas de terra, seguimos até a fronteira com o Chile, na passagem “Icalma“, onde fizemos a documentação para a entrada no Chile, pois com as estradas tranqüilas, os tramites foram rápidos. Nesta região avistamos os primeiros vulcões do Chile. As paisagens são exuberantes e a estrada e terra, com muitas curvas, sempre rodeada de grandes pinheiros, com chuva então, ficou melhor ainda. A estrada novamente contornava vários Lagos e faltando uns 40 km para chegar a Villarrica, fizemos o primeiro contato, por rádio, com o Guillermo, que estava passeando com a família e nos aguardando no centro da cidade. Nos encontramos com eles conforme estava planejado, logo após o meio dia. Almoçamos juntos em um restaurante de frente ao Lago Villarrica e com vista ao Vulcão de mesmo nome. A tarde fomos conhecer a cidade e chegamos até Pucon, que fica a uns 23km de Villarrica e que está ao pé do Vulcão , tem um grande movimento de turistas. Como estava chovendo, decidimos deixar a visita ao Vulcão para o dia seguinte. Villarrica é uma cidade maior, com cerca de 20 mil habitantes , porém Pucón é mais famosa devido ao Cassino e com vida noturna mais intensa. Ambas as cidades são muito bonitas.
   No dia 31 saimos por volta das 10 horas da pousada e fomos conhecer o famoso “Volcan Villarrica“, que ainda é ativo e sai fumaça do cume, mas a última vez que entrou em atividade foi em 86. Chegando lá, a criançada (e adultos também) foram a loucura, pela beleza do local e por causa da neve, e começaram a fazer a festa, jogando bolas de neve uns contra os outros. Infelizmente nao foi possível esquiar, mas se divertiram bastante e conheceram a neve de perto. Encontramos com vários brasileiros lá, um casal de Blumenau que viajava de moto, um casal de Troller de Florianópolis, e outros dois casais de Joinville. Voltando a Villarrica, fomos almoçar no mesmo restaurante frente ao Lago (ufa, comer salmão todo dia enjoa, mas é booom….). Após o almoço, Guillermo, Doris, Douglas, Leticia e a Mila voltaram para passar a mudança de ano com a família dele, a 600km daqui. Esperamos que tenham chegado antes da meia noite lá, pois saíram por volta das 5h da tarde. Para a passagem de ano, fomos até Pucón, onde havia queima de fogos na praia. Foi muito bonito e tinha bastante gente. Queremos agradecer a todos que nos enviaram mensagem de Feliz 2008 e desejar um ano espetacular para todos, e que possamos compartilhar outras expedições com todos vocês, pois sempre nos recordávamos de algum companheiro no transcorrer da viagem. A Carol viu um cone derrubado na pista e disse: “o Rovane passou por aquí”. Nas estradas de terra, com a poeira levantada, foi a vez do Leandro ser lembrado. No jantar em Pucón, o Idalécio bebeu um cuba em homenagem ao Beiço. E assim sucessivamente todos estiveram em nossas lembranças nesses últimos dias. Seria muito bom se estivessem aqui compartilhando conosco essas maravilhas.
   Dia 1 de janeiro de 2008, saímos de Villarica por volta das 10 horas, passamos novamente por estradas que contornam vários lagos (devem estar pensando, “que chato essa expedição, só tem lagos em todos os lugares que passam …”) , visitamos as cidades de Lican Ray, Pinguipulli, Osorno, Frutillar , todas cidades a beira de um lago, de colonização alemã, lembrando muito a nossa região. Almoçamos em Frutillar, uma cidade muito simpática e acolhedora, com vista para o Vulcão Osorno, que também está em atividade. Chegamos a Puerto Montt, às 16 horas e fomos nos alojar em nossas cabanas às margens do Oceano Pacífico. Depois saímos para conhecer Puerto Varas, que fica a uns 20 km daqui. Passeamos em torno do lago, pois tudo estava fechado devido ao feriado, exceto o cassino, mas como “os de menor” não podiam entrar, voltamos a Puerto Montt para dormir.
 

Dicas da Equipe Condorito

1 – A manutenção do veiculo deve ser feita antes da viagem e deve ser geral, não deixe para fazer trocas de óleo ou outro tipo de manutenção durante a viagem, você pode ter surpresas muito desagradáveis, ao abastecer verifique nível de água, de óleo e todos os fluidos que forem necessários (freio, direção, etc), por mais que você saiba que estão todos certos, não custa nada verificar, não é nada agradável você passar por um enxame de abelhas, moer uma centena no pára-brisas e acabar a água do reservatório de limpeza do pára-brisas (aconteceu comigo), uma boa calibragem dos pneus é muito importante, a economia de combustível em uma viagem longa como a minha, pode ser significativa, na dúvida obedeça as recomendações do manual do usuário do seu carro.
2 – Tenha muito cuidado com as crianças, em viagens longas é muito importante levar revistas, brinquedos, gemes, e/ou outros equipamentos para distração e diversão, mas não exagere, lembre-se você esta fazendo uma vigem de férias e não uma mudança, mesmo em carros grandes todo o espaço vazio é muito valioso, a Milla trouxe uma boneca com o carrinho, dois cachorros de pelúcia e no Chile ganhou um castelo e um coelho de pelúcia, isto se tornou um grande problema.
3 – Ao levar equipamento de para distração (levei um DVD player portátil) verifique os gostos de cada um, de nada adianta colocar um filme pra eles assistirem se um gosta e os outros não, o que era pra ser diversão torna-se uma briga e um transtorno, por pouco não peguei o aparelho de DVD e joguei pela janela, lembrei do preço que paguei por ele e desisti da idéia, mas ainda vou jogar na cabeça deles.
4 – Antes de fazer uma viagem longa com 3 crianças de idades tão diferentes (Douglas 14, Letícia 9 e Milla 4), verifique se você e sua esposa estão preparados para isto, pois você se adapta às condições da viagem (carro, comida, hotel, etc.), eles não, não conte com a ajuda de um para cuidar dos outros, para eles tudo será igualzinho a como é em casa, principalmente as brigas e os gostos pelas comidas sem falar no espaço de cada um, quem tem que se adaptar é você, não passa pela cabeça deles alguma mudança nos hábitos e atitudes, o problema sempre será seu.
5 – Um dos grandes problemas em viagens com crianças é o cardápio, principalmente em viagens para lugares de diferentes hábitos, culturas e tradições, você acaba tendo que comer em lugares onde haja a comida que eles gostam (hot-dog, hamburguer, batata frita, pastel, etc.), desista da idéia de que eles comerão o mesmo que você, peixes, mariscos, frutas da época, saladas, etc. isto maluquice para eles e se você tem costume de comer coisas diferentes como cereais, café descafeinado ou outra frescura qualquer, verifique se durante a viagem você poderá comprar estes produtos e do contrário leve alguns de reserva.
6 – Nunca esqueça da sua agenda de telefones e endereços, e quando as levar verifique se estão todos atualizados, não é nada bom querer mandar um cartão, um e-mail ou telefonar para algum amigo e você não tem nenhum dado para contato.
7 – Uma das grandes brigas da viagem tem sido com as máquinas fotográficas e as sua baterias, uma delas não funciona direito e suas baterias não seguram a carga por muito tempo, a outra é uma devoradora de pilhas, e como tenho 8 pilhas recarregáveis achei que tinha resolvido o problema, mas as pilhas tem mais de 2 anos e tb. não seguram a carga por muito tempo, resolvi então comprar pilhas alcalinas para esta máquina e foi aí que descobri que ela devora as pilhas em aproximadamente 15 min, isto é um inferno, quando for fazer uma viagem deste tipo, é muito importante uma boa máquina fotográfica ou filmadora, s não tem compre uma, não deixe pra comprar na viagem, do contrário não reclame e não chore pela foto perdida.