Brasil - Bolívia

15 de julho a 4 de agosto de 2006

 

Veja as fotos

 

A expedição Uyuni 2006 foi organizada por sócios e amigos do Clube do Jipeiro Joinville, com o objetivo de fazer uma maior integração entre os países da América do Sul, através do conhecimento da cultura, topografia, fauna, flora, obtida nas viagens em veículos OFF ROAD. A maior parte da expedição acontecerá em território boliviano, que é um país de grande diversidade territorial. Teremos oportunidade durante a viagem de apreciar áreas muito secas, com grandes inclinações e quase nenhuma vegetação, a imponente Cordilheira dos Andes, com sua neve perpétua, o maior deserto de sal das Américas, originados pela seca de um lago salgado e ponteado com ilhas vulcânicas. Poderemos também conhecer o Lago Titicaca, e as ruínas do Império de Tiahunaco, descendo depois a região dos vales e os bosques úmidos de Santa Cruz de La Sierra, acabando na região do Pantanal. Na Bolívia, o sistema nacional de “caminos” tem mais de 40 mil km e menos de 30% deste total tem algum tipo de pavimentação.

 

Equipes:
- Equipe EquiPerdidos: Troller - Márcio e Denise
- Equipe Uca-Uca: Toyota Hillux - Rovane, Cléia e Rita.
- Equipe KassumBebê: Troller - Beisso e Zelanda
- Equipe Mauana: Suzuki Vitara - Mauro e Ana Cristina
- Equipe Caramujo: Suzuki Vitara - Zago e Josiane

- Equipe H3R: Land Rover Defender - Oscar, Júlio, Cesar e Pinha
- Equipe Salada Mista: Nissan Frontier - Mauricio, Ana Maria, Ana Paula e Maria Carolina

- Equipe Brasil: Toyota Hilux SW4 - Idalécio, Guilherme e Leonardo

 

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1º dia – 15 de julho de 2006. Sábado. JOINVILLE - POSADAS
    A concentração se deu a partir das 4h mas saímos somente as 5h40min devido à alguns detalhes necessários que algumas equipes tiveram que providenciar.

    Neste primeiro dia, tivemos como líder a equipe Uca-Uca. A seqüência do comboio foi a seguinte: Uca-Uca, Mauana, Salada Mista, Caramujo, Brasil, Equiperdidos, H3R e KassumBebê.

    A viagem partiu da Expoville, seguindo pela BR-101 até Pirabeiraba, onde entramos na SC-301subindo a Serra Dona Francisca. Passamos por Campo Alegre e São Bento do Sul, entrando na BR-280 em Rio Negrinho. No Município de Mafra entramos na BR-116 no sentido sul e onde deveríamos entrar para Canoinhas na BR-280, a equipe líder continuou na BR-116, pois não acompanhou o GPS. As navegadoras da equipe Uca-Uca, literalmente estavam dormindo e o Piloto também navegando comeu bola na interseção... Erro imediatamente detectado por outras equipes, a situação ficou parecida com um verdadeiro "Bega Bobo" (tinha carros para todos os lados) onde fizemos a correção do traçado. Esta Gafe no Piloto Rovane, rendeu o Oscar do Mico para a Equipe Uca-Uca. O Oscar do Mico é um troféu itinerante diário, definido o portador por votação das equipes. Passamos por Canoinhas, onde a equipe H3R comprou Stanheguer para presentear amigos Bolivianos. Em seguida passamos por Porto União e União da Vitória, agora já no Paraná. Chegamos então na BR-153 e seguimos em direção Sul Passando por General Carneiro entrando a oeste na PR-280. Passamos por Palmas, Coronel Firmino Martins e Clevelândia. Em Clevelândia , fizemos uma parada para almoço e abastecimento (quase pane seca da equipe H3R), onde foi detectado um problema elétrico no veículo da equipe Salada Mista e necessitado apertos dos parafusos da capa seca do veículo da EquiPerdidos. Resolvidos os problemas, numa rápida reunião, decidimos dividir o comboio em dois, para facilitar a liberação de documentos na Fronteira Brasil-Argentina. No 1o Bloco a Equipe CassumBebê, Uca-Uca e Equipe Brasil, seguidos do 2o Bloco, a cerca de 20km de distância, as equipes Saladas Mista, H3R, Caramujo, Equiperdidos e Mauana. Passamos por Vitorino, Flor da Serra do Sul, Barracão e Dionísio Cerqueira. Levamos cerca de 2h para atravessar a Fronteira, devido ao registro de equipamentos, veículos e pessoas.

    Já na Argentina em Bernardo de Irigoye, refizemos o Comboio na seqüência inicial e seguimos pela RP-17 até Eldorado. No caminho fomos presenteados com um excelente por dos sol. Seguimos pela RN-12 passamos por Monte Carlo, Caraguatay, Garuhape,  Puerto Rico, Capiovi e Jardin America, onde paramos num posto para aguardar as equipes H3R e KassumBebê, pois o Oscar da acabou perdendo o celular e retornou para procurá-lo. Após as equipes chegarem até o posto, seguimos pela mesma rodovia passando por Santo Pipo, San Inacio, Candelaria e finalmente em Posadas. Em busca do Hotel Continental, enfrentamos um trânsito bastante agitado e o comboio foi dividido devido aos semáforos. Com o auxílio de um colega off-road num veículo Toyota Land Cruiser, o grupo se re-encontrou e chegamos ao Hotel Continental bem tarde da noite. Deixamos os veículos num estacionamento particular e fomos tomar uma merecida Quilmes...

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2º dia – 16 de julho de 2006. Domingo. POSADAS - JOAQUIN V. GONZALEZ
    Nosso Líder de hoje é a equipe H3R. Partimos de Posadas às 7:55 pela RN-12 e fomos até o Rio Paraná para algumas fotos. Em seguida paramos num posto para abastecimento. Passamos por Ituzaingo, Ita-Ibate, Arcos de La Patria e Corrientes. Em Corrientes, pegamos a RN-16 em direção a Resistencia, onde almoçamos uma Parilla às 14h24min. Após retomar a viagem, a equipe H3R nos primeiros 8km, tomou a direção errada numa interseção a exemplo do que fez a equipe Uca-Uca. Novamente sem acompanhar no GPS, alguns acompanharam o Líder e outros entraram na rota correta. Só para variar, isso rendeu o Oscar do Mico para a equipe Líder. Em seguida passamos por Roque Saens Pena, Pampa dos Guanacos, Monte Quemado, Taco Pozo, El Quebrachal, e finalmente em Joaquin V. Gonzales no Hotel  Colonial. Neste trecho passamos uma quase reta de 510km... No Hotel fomos muito bem recepcionados por um argentino que já conhece diversas cidades de Santa Catarina. Conversamos um pouco e em seguida fomos descansar para mais um dia puxado...

 

3º dia – 17 de julho de 2006. Segunda. JOAQUIN V. GONZALEZ - VILLAZON
    Do Hotel Colonial partimos as 7h10min e fomos tomar um café da manhã num posto. Nosso lider de hoje é a Equiperdidos. Seguindo pela RN-16, passamos por El Galpon e seguimos até chegar a RN-34. Na RN-34 no sentido norte, passamos por Cruz Quemada e Pampa Blanca, pegando a RN-66 logo em seguida. Passamos por Gobernador Horacio Guzman e Palpala até chegar em San Salvador de Jujuy. Aqui abastecemos e almoçamos num posto para iniciarmos a subida da Cordilheira dos Andes pela RN-9. Passamos por Cerro Jaire, Huacalera, San Roque e Quebrada de Humahuaca. Na subida, alguns membros começaram a sofrer o s efeitos da altitude e tiveram que partir para o Oxigênio. Chegamos a La Quiaca ainda na Argentina as 18h35min, onde tem uma aduana de fronteira com a Bolívia. Depois de 1h30min, demos a saída da Argentina e entrada dos veículos na Bolívia, porém o setor de migração da Bolívia já estava fechado, mas mesmo assim com a ajuda de um jipeiro que é responsável pela Aduana Boliviana, conseguimos entrar na Bolívia na cidade de Villazon, para somente no outro dia darmos a entrada na documentação. Dormimos então em Villazon, onde tivemos que dividir-nos em 2 turmas, pois não havia quartos suficientes para todos num único hotel. Os hotéis utilizados foram o El Cortijo e o Gran Palace Hotel. Algumas pessoas foram jantar e aí tivemos várias pessoas passando mal em virtude da altitude e baixa oxigenação... Após fazer um tratamento com oxigênio e remédios próprios para combater o mal da altitude, dormimos muito cansados, pois foi mais um dia muito puxado... Um dos destaque deste dia foi o Rovane tentando perguntar para o porteiro do hotel qual a voltagem das tomadas em Villazon... Detalhes devem ser vistos diretamente com o Rovane, pois inclui mímica... Somente no outro dia que ele ficou sabendo que tomada em espanhol é enchufe.Outro destaque foi do porteiro do outro hotel, que foi mais exigente que a aduana boliviana, exigindo passaporte e desconfiando da idade de alguns membros da equipe, além de achar que estavam levando muitas malas e que não precisava tudo aquilo...

 

4º dia – 18 de julho de 2006. Terça. VILLAZON - UYUNI

   Iniciamos o dia indo na Migracion Boliviana para dar a entrada das pessoas. Para combater o mal da altitude, só com chá de coca e com o comprimido Sorojchi Pills.Chá de coca tem por todos os lados e paramos num boteco para tirar os efeitos de náuseas. No abastecimento colocamos o anti-congelante do óleo diesel, pois chegaremos facilmente aos 0 graus. Começa aqui a brincadeira off-road... Hoje a equipe lider foi a Salada Mista. As rotas do GPS foram feitas sobre o Wordmap do Mapsource, que tem baixa precisão. Além disso, percebemos que as estradas mapeadas, são muito antigas e atualmente temos novas estradas que foi por onde trafegamos. Portanto o GPS servia para nos dar uma noção se estávamos indo na direção correta. As subidas são muito suaves e poucos lugares com rampas elevadas, mas o desnível é muito grande. Ao fazer um pit-stop para calibrar os pneus, passou um caminhão em alta velocidade e projetou uma pedra sobre o vidro da equipe Brasil. O vidro estilhaçou, mas não caiu. Imediatamente colocamos fitas para segurar os cacos ainda montados. Em cada curva tínhamos imagens espetaculares, onde enchemos vários cartões das máquinas digitais. Alcançamos 4256m de altitude e muitas pessoas sentiram náuseas. Várias paradas técnicas para limpeza do estômago foram feitas... Não era possível manter distância curta por causa da poeira. Ficávamos cerca de 500m um carro do outro o que impedia a comunicação via rádio com todas as equipes. Fomos em direção a Tupiza, onde logo mais a frente chegamos num canion onde andamos mais de 30km por dentro de um Rio. Que show!!! Após passar um vilarejo chamado Atocha, nosso Lider Salada Mista entrou numa bifurcação errada. Percebemos que estávamos muito afastados da rota até que questionamos com nativos e estava confirmado o erro. Retornamos 3km e tomamos a rota correta. Presenciamos um pôr do sol belíssimo e enfrentamos estradas a noite com muita poeira. Como a comunicação via rádio com todos era muito difícil e a estrada muito perigosa, o uso do rádio ficou restrito para segurança. Não foi possível fazer a votação do Oscar do Mico do dia anterior...

 

5º dia – 19 de julho de 2006. Quarta. SALAR DE UYUNI

    Dia espetacular... É algo inimaginável trafegar num salar como o de Uyuni. Este salar foi um antigo lago de água salgada, onde nos meses de dezembro a fevereiro chove e o lago volta a se formar. As espessuras de sal variam de poucos centímetros até 120m!!! É extremamente plano com uma superfície muito lisa, apenas aparecendo traços das insurgências de água, formando espetaculares mapas. Paramos para visitar um museu que já foi um hotel de sal. Paramos numa ilha vulcânica para almoçarmos e o prato principal foi o Quinoa. O Quinoa é um cereal que só é cultivado aqui na Bolívia. Este cereal está sendo utilizado pela nasa para desenvolvimento de comidas para astronautas por ser muito nutritivo. Algumas equipes ficaram no salar para apreciar o pôr do sol, que segundo informações é um dos mais lindos vistos da terra. E realmente é!!!! A emoção tomou conta de todos que ali estavam e como não tínhamos champagne para brindar, brindamos com uma salva de palmas para este espetáculo da natureza. Só para abrilhantar mais ainda o pôr do sol, uma revoada de flamingos que já tinha acompanhado de perto a equipe H3R, se aproximou de nós e fomos atrás deles... Não existem palavras... Só fotos...

    PS: o empolgação foi tamanha que não votamos novamente no Oscar do Mico do dia anterior...

 

6º dia – 20 de julho de 2006. Quinta. UYUNI - POTOSI

   Partimos as 8h da manhã para visitarmos o cemitério de locomotivas em Uyuni. As 8h da manhã estava marcando -10º!!! Alguns membros ficaram no Hotel e saímos todos as 10:15 em direção a Potosi. Passamos por Ticatica, Yura, onde fizemos uma pausa para o lanche. Este trecho também com muita poeira e estradas perigosas, exigiu bastante atenção principalmente pelo movimento de veículos e pessoas a beira da estrada. Distribuimos brinquedos e guloseimas para as crianças das vilas.

 

7º dia – 21 de julho de 2006. Sexta. POTOSI

   Dia reservado para fazer revisão nos carros comandados pelo Maurício, apoiado pelo Márcio. A Zelanda, Cléia e Beisso, ficaram no Hotel para descansar e se recuperar... O demais membros foram fazer a visita à mina de prata de Potosi. Uma van 4x4 nos pegou e fomos em direção à mina. Paramos no mercado mineiro, onde vende-se produtos para mineração, onde colocamos as roupas, capacete e iluminação. Cenas impressionantes numa mina que trabalham 12mil mineiros durante 24h, trabalho totalmente manual e sub-humano. Os mineiros de Potosi, fazem pacto com o diabo (que eles chamam de Tio), pois eles cultivam a tradição que o sub-solo é do diabo, onde eles devem fazer oferendas para que o diabo não derrube as minas. Várias imagens do Tio são espalhadas pelas minas. No almoço, comemos as tradicionais Saltenhas de Res (carne) e Pollo (frango). Já estávamos com os carros limpos e prontos para mais alguns km. A tarde foi livre para fazermos compras e visitas turísticas no Mercado Central, Catedral, praças e na Casa da Moeda. No final da tarde, fomos no Colégio Pichincha, onde assistimos uma apresentação da banda marcial que está se preparando para o desfile de 6 de agosto (dia da independência da Bolívia). Depois fomos jantar e descansar para a próxima etapa que será até Oruro.

 

8º dia – 22 de julho de 2006. Sábado. POTOSI-ORURO

    Saímos de Potosi as 7h30min em direção a Oruro. Decidimos mudar a programação e não irmos mais a Sucre. O objetivo é antecipar a chegada a La Paz e aproveitar e conhecer a feira de mercadorias que ocorre em Oruro.

 

 

9º dia – 23 de julho de 2006. Domingo. ORURO-LA PAZ

    Logo de manhã, fomos comer saltenhas na praça de Oruro, onde encontramos um monumento de homenagem ao antepassado do amigo Maurício. Saímos de Oruro somente as 12h em virtude da internação da Zelanda por causa de uma gastrite aguda, produzida pelos medicamentos para aliviar os males de altitude. Confirmada a liberação pelos médicos, a expedição tomou rumo à La Paz, onde aguardou a chegada das equipes Uca-Uca e KassumBebê. Próximo de La Paz, na parte alta já podemos avistar os primeiros picos nevados, integrantes da Cordilheira Real, componente da Cordilheira dos Andes. Neste ponto, estávamos a 4200m de altitude e descemos até a altitude 3500m onde se situa o Hotel Copacabana, no centro comercial de La Paz, na bela Avenida Marquês de Santa Cruz. Esta avenida muito nos impressionou, pelo fato de ser muito bem assistida de restaurantes, praças, museus, cafeterias, bistrôs, e frenético trânsito, no estilo das melhores capitais do mundo. Muito nos chamou atenção nas vias transversais e paralelas, onde se situa o frenético comercio feirante (vende-se geladeiras e computadores até folhas de coca), as instalações elétricas e telefônicas que de forma desordenada aparentam funcionar tão bem quanto o trânsito, que avançando sinais vermelhos, invadindo a pista contrária, parando em filas triplas e até quadruplas, acabam funcionando com um toque de mágica... A noite nos reunimos para planejarmos os dias subsequentes.

 

10º dia – 24 de julho de 2006. Segunda. LA PAZ

    Acordamos com a cidade sitiada em virtude de um movimento social reivindicatório de direitos de cidadania, o que nos impediu de prosseguir para Copacabana, que era nosso destino planejado. Alteramos a programação e aproveitamos a oportunidade de fazermos compras no variadíssimo e estimulante comércio de La Paz, claro sempre atentos às cotas aduaneiras. A noite nos entregamos aos prazeres gastronômicos, sempre inspirados por Baco. A programação da ida ao Lago Titicaca (Copacabana) foi transferida para o próximo dia, juntamente com a visita a Tihuanaco (civilização pré-incáica). O dia veio bem a calhar para recuperação dos valorosos expedicionários que foram derrubados pelas alturas dos Andes, dentre eles, Zelanda (KassumBebê), Mauro (Mauana), Cléia (Uca-Uca), Cesar e Pinha (ambos H3R).

 

11º dia – 25 de julho de 2006. Terça. LA PAZ - COPACABANA

    O dia anterior não foi suficiente para a recuperação de dois expedicionários. Zelanda e Cléia tiveram que deixar a expedição para melhor recuperação, retornando à Joinville via aérea, passando por Santa Cruz e São Paulo. Destacamos aqui o apoio da Família Jauregui em Santa Cruz de La Sierra aos expedicionários.

    No aeroporto de La Paz, quando fomos levar a Zelanda e a Cléia, foi adquirido o troféu Oscar do Mico, que ficará com o expedicionário durante o dia seguinte a sua conquista...

    Mudamos também a programação deste dia, com o objetivo de evitar a entrada no peru que teríamos muito tempo gasto para fazer a entrada das pessoas e veículos pela aduaneira do Peru, somente para rodarmos cerca de 80km e depois darmos nova entrada na Bolívia.

    Partimos em direção a Tihuanaco, onde existem ruinas de uma civilização pré-incáica. Lá podemos conhecer os detalhes desta colonização que foi iniciada a 800 A.C.

    No início da tarde, fomos em direção à Copacabana, que fica no Lago Titicaca, tomando um atalho por fazendas da família Jauregui e vendo de perto como as famílias que vivem do cultivo de batatas mantém sua cultura. Passamos por Comunidad Kollke Amaya, Batallas, Huarina, e chegamos ao Estreito de Tiquina.  Atravessamos o Estreito de Tiquina por balsas, estreito este com 1km de largura e 400m de profundidade. Neste local, na década de 70, foram descobertos pelo explorador francês Jacques Custou rãs que vivem em grandes profundidades e ultrapassam os 30 centímetros de comprimento. É também uma região rica em peixes de água fria, como a Truta Salmonada, o Peixe Rei, o Ispi, e outros.

    Ainda entorpecidos com a beleza do Salar de Uyuni, nos deparamos com as estradas que margeiam o Lago Titicaca, que com ar dos Alpes Suíços, pitadas dos Lagos Canadenses e mais um tanto das Ilhas Gregas, tendo montanhas, águas cristalinas verdes esmeraldas, picos nevados, como vistos em calendários e revistas.

    O Lago Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo, e está a uma altitude de 3.910 metros e tem uma dimensão de 8300 km² , com profundidade média de 134 metros e temperaturas medias que oscilam entre –5 C no inverno e + 20 C no verão. Para fechar com chaves de ouro, um belíssimo por do sol no lago Titicaca e em seguida comemos uma espetacular Truta nativa do lago.

    No final da noite fomos jogar sinuca, pebolim e ping-pong, mas infelismente já era tarde da noite e fomos subtamente impedidos de continuar... será que as 20 crianças estavam fazendo muito barulho??

 

12º dia – 26 de julho de 2006. Quarta. COPACABANA-LA PAZ

    O amanhecer se deu com uma ótima vista dos quartos diretamente para o Lago Titicaca. A parte da manhã foi reservada para turismo na cidade de Copacabana, que é um pequeno santuário, às margens do Lago Titicaca, onde se encontra a imagem da Virgem que dá o nome ao Santuário e é a Padroeira da Bolívia. Almoçamos no centro de Copacabana e retornamos para La Paz.

 

13º dia – 27 de julho de 2006. Quinta. LA PAZ-ESTRADA YUNGAS-LA PAZ

    Infelizmente tivemos mais quatro baixas... A Equipe H3R teve que antecipar seu retorno para Joinville por compromissos profissionais. Eles continuam pelo mesmo itinerário, mas irão parar somente para dormir. Somos agora em 7 equipes e 16 pessoas. Nosso destino é a Estrada Yungas, que é considerada a estrada mais perigosa do mundo. No Trajeto batemos nosso recorde de altitude, que foi de 4681m no monumento do Cristo. A altitude mantinha grandes geleiras às margens da rodovia. Entrando na estrada mais perigosa do mundo, a adrenalina se misturava com emoção e receio, pois realmente o que víamos era assustador... O perigo era iminente, mas os vorazes pilotos não deram sorte para o azar e pilotaram com muita cautela. A preferência nesta estrada é sempre de quem sobe e quem desce deve ficar no lado do despenhadeiro, fazendo uma mão inglesa. Existem ao longo da estrada vários refúgios para que os carros que descem dêem espaço para os que sobem.

    Retornando à La Paz, Fomos comer uma deliciosa Saltenha e em seguida Almoçamos na companhia no Sr. Francisco, pai de nosso amigo Maurício. Logo depois fomos conhecer as suntuosas dependências do Automovil Club da Bolivia. Com excelente infra-estrutura, o Automovil Club da Bolivia se faz presente na sociedade Pazenha com 750 sócios e oferecendo diversos serviços como auto escola, posto de combustível, squash, natação, áreas de lazer, ginastica, musculação, artes marciais, oficina mecânica e muito mais para o desfrute de seus sócios. Lá os membros do Clube do Jipeiro Joinville puderam sonhar um pouco e vimos que isso só é possível com muito trabalho.

    Um detalhe muito interessante são os taxis de La Paz, que são enfeitados ao extremo...

 

14º dia – 28 de julho de 2006. Sexta. LA PAZ-COCHABAMBA

    Saimos de La Paz as 10h em direção à Cochabamba. Levamos algumas Saltenhas para almoço na estrada, pois sabíamos que seria difícil encontrar algum lugar para almoçar. Paramos para almoçar numa igreja datada de 1600.  Chegamos em Cochabamba ainda com dia claro e pudemos apreciar a bonita cidade. Mais a noite fomos jantar e dormimos cedo para seguirmos viagem até Santa Cruz de La Sierra amanhã.

 

15º dia – 29 de julho de 2006. Sábado. COCHABAMBA-SANTA CRUZ DE LA SIERRA

    Partimos bem cedo de Cochabamba, pois teríamos mais um grande trecho de estrada de chão pela estrada velha, pois a estrada nova fica diariamente interrompida das 7h as 15h para obras. A estrada velha é muito bonita e traz grandes paisagens, agora já com muito verde de um clima sub-tropical. Cruzamos por um local conhecido como La Siberia, onde 365 dias por ano tem neblina e chuva, deixando a estrada de 35km bastante perigosa, mas espetacular para brincar de off-road...

    Após atravessar La Siberia, encontramos o nosso Clube Irmão na Bolívia, o Club 4x4 Santa Cruz, que também estavam saindo numa expedição. A expedição "Por los Caminos de Bolivia Hacia La Perla del Acre 2006", irá fazer um trajeto pela Bolivia, entrando no Brasil pelo Acre e voltando à Bolívia em 15 dias. Conversamos muito e trocamos experiências.

 

16º dia – 30 de julho de 2006. Domingo. SANTA CRUZ DE LA SIERRA

    Dormimos até mais tarde para recuperar energias. Fomos abastecer e visitar a mãe do Maurício e advinha quem estava lá nos aguardando?? O Sr. Francisco!!! Sempre companheiro e nos ajudando desde La Paz, no acompanhou todos os dias e como não pode vir pela La Siberia, veio de avião. Conhecemos a F250 do Maurício, o Mustang do Sr. Francisco e em seguida fomos almoçar num restaurante típico, onde pudemos apreciar uma Parillada (prato com chouriço, morcilha, úbere, tripa fina, tripa grossa e rim) e logicamente acompanhada de uma cerveja. Em seguida cantamos parabéns para a Roxane, irmã do Maurício que estava de aniversário. Depois fomos rodar pelas terras bolivianas da família Jauregui (quase uma trilha). Tomamos um café e fomos dormir.

 

17º dia – 31 de julho de 2006. Segunda. SANTA CRUZ DE LA SIERRA

    Dia de compras em Santa Crus de La Sierra.

 

18º dia – 1 de agosto de 2006. Terça. SANTA CRUZ DE LA SIERRA-CORUMBÁ

    Partimos cedinho em direção à Corumbá, pois sabíamos que era um trecho bem pesado e de estrada de chão. Muita poeira impediam a distância curta entre veículos. Conseguimos rodar poucos km em estrada pavimentada. várias pontes estavam em construção ou manutenção e era necessário atravessar o rio. A estrada e pouco habitada e não tínhamos postos para abastecimento. Os Vitaras que tem o tanque muito pequeno tiveram que utilizar os galões auxiliares. Chegamos em Corumbá no início da noite e fomos direto jantar.

 

19º dia – 2 de agosto de 2006. Quarta. CORUMBÁ

    Dia livre em Corumbá, onde alguns foram dar uma volta de Chalana no Rio Paraguay e outros foram andar de barco de pesca pelo pantanal. Aproveitamos para fazer uma limpeza nos veículos. A noite comemoramos o aniversário de nosso amigo Zago.

 

20º dia – 3 de agosto de 2006. Quinta. CORUMBÁ-PRESIDENTE VENCESLAU

    Iniciamos nosso retorno para Joinville partindo de manhã de Corumbá. Aproveitamos a oportunidade e entramos na Estrada Parque, que é uma estrada de terra que corta o pantanal, permitindo a iteração total com a fauna e flora pantaneira. Pudemos apreciar porcos do mato, jacarés, tuiuiús, gaviões, pacas e um visual muito bonito do Pantanal Matogrossense. Continuando nosso retorno pela BR262, passamos por Miranda, Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Bataguassu, Presidente Epitácio até chegar em Presidente Venceslau. Nosso destino neste dia era Presidente Prudente, mas devido a um problema mecânico no Vitara da Equipe Mauana, optamos por ficar em Presidente Venceslau.

 

21º e último dia – 4 de agosto de 2006. Sexta. PRESIDENTE VENCESLAU-JOINVILLE

    Partimos de Presidente Venceslau de manhã bem cedo para pegarmos o Vitara que tinha ficado num posto. Colocamos ele no cambão e rebocamos com o Troller da Equipe Kassumbebê. Os pilotos Mauro e Beisso deram um show nas descidas das serras, pelo sincronismo. Acompanharam as duas equipes, a Equipe Uca-Uca. A outra parte da expedição foi formada pelas equipes Salada Mista, Brasil, Equiperdidos e Caramujo. Passamos por Presidente Prudente, Ourinhos, Santo Antônio da Platina, Jaguariaiva, Ponta Grossa, Curitiba, Garuva e finalmente Joinville.

    Na chegada fomos recepcionados pelos membros do Clube do Jipeiro e familiares com uma excelente festa com fogos de artifício, paellha do Romualdo, cerveja, imprensa e muita animação.

    Na ocasião foi assinado o termo de compromisso de cessão de uso de uma edificação junto à Expoville que será a sede do Clube do Jipeiro, pelo presidente do CJJ (Édelos) e o Presidente da Promotur (Vilmar).

 

Dia Km Rodada

Tempo

Velocidade Média

deslocam.

geral

deslocam.

geral

927,6

12:17

18:10

75,5

51,1

934,7

10:51

14:36

86,1

64,0

573,9 7:57 13:01 72,2 44,1

303,3 6:36 10:32 45,9 28,9

205,6 3:21 8:05 61,9 25,7

208,1 4:33 5:28 45,7 38,1

305,1 4:02 4:41 75,6 65,1

231,9 2:55 3:31 79,2 65,8

11º

238,7 3:31 4:47 61,5 48,3

12º

139,0 3:37 3:37 38,0 38,0

13º

167,3        

14º

380,4 6:07 7:07 62,2 53,0

15º

518,0 9:10 11:31 56,5 45,0

18º

671,5 11:27 13:41 58,6 49,0

20º

756,2 8:24 11:44 90,0 64,5

21º

789,6 9:49 12:17 80,5 64,3
TOTAL 7350,9 104:37 142:48

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sem dúvida nenhuma, NOSSA EXPEDIÇÃO FOI UM SUCESSO!!! ATÉ A PRÓXIMA

tracklogs do GPS (veja no Google Earth, GPS TrackMaker ou no Mapsource)

 

Veja as fotos

 

CARAS E CARETAS